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Desenho Negativo por Mike Sibley

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4 respostas neste tópico

#1 Gulias

Gulias
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Postado 14 janeiro 2011 - 20:30

Básico 102: Aula 7 – Desenho Negativo com Mike Sibley

Olá a todos, e obrigado a Jay e à Judy por convidar-me a apresentar esta oficina. Não demorou muito (nanosegundos) para encontrar um tópico, já que este provavelmente teve um efeito maior em meu próprio trabalho – Desenho Negativo.

Eu separei esta oficina em três etapas:

1. Uma introdução ao desenho negativo e ao seu primo, o espaço negativo.
2. Uma demonstração dos fundamentos e suas subespécies.
3. Uma demonstração envolvendo todas as modalidades de desenho negativo, as quais eu o incentivo a andar com as próprias pernas.

Os materiais que você necessitará são simples:

• Papel – de preferência com acabamento hiper liso (plate finish), ou pelo menos liso
• Lápis – 6B, 2B, HB, H e 2H (eu uso lapiseiras 2 mm, mas ambos servirão)

E isto ajudará, mas não é essencial:

• Borracha maleável ou Blu-Tack (de preferência o último)
• Tortilhão

Aqueles que possuem meu livro “Drawing from Line to Life” vão reconhecer algo do que seguirá, mas há muito conteúdo novo também – então leiam!

Desenhar envolve planejamento, e planejamento inclui a identificação de diferentes áreas de textura, diferentes áreas de importância e diferentes áreas de contraste. Raramente temos o luxo que o pintor tem de trabalhar diretamente sobre suas telas. Não possuímos um pincel amplo para transformar rapidamente uma imagem que está na cabeça para uma forma visível. Nem podemos remover nosso material e começar de novo. Um pintor pode raspar a tinta da tela, mas o artista do grafite é aconselhado a agir com mais controle. Remover grafite do papel inevitavelmente remove as fibras dele e achata sua textura, o que resulta em menos cavidades para aplicações sucessivas de grafite para serem aderidas. O mesmo princípio serve para a aplicação de grafite em um trabalho em progresso – se o grafite a ser aplicado não for um elemento daquela área tonal ou daquela textura, não o aplique! Não teste suas idéias ou faça experimentos na superfície final do desenho. Preserve a superfície original do papel a todo custo até que esteja absolutamente certo de que as marcas que está fazendo são as reais e as necessárias. Uma área apagada nunca igualará o esplendor de uma área intocada.

Desenho Negativo

Muitas vezes ouço a expressão “desenho negativo” e “espaço negativo” usadas como se fossem sinônimos. Não são. O espaço negativo é empregado como um método de enganar o cérebro para enxergar formas com clareza. O desenho negativo é um método consciente de trabalho que isola e protege áreas do papel. Essas áreas podem conter elementos que serão completados mais tarde; áreas menores, onde a intenção é preservar destaques ou formas brancas contra um fundo mais escuro; ou minúsculas áreas que, por exemplo, formam cabelos brancos entre suas sombras projetadas.

Continuando a afastar a confusão, o desenho negativo não envolve qualquer espécie de utilização de borracha. Aplicar grafite e apagá-lo com uma borracha pode ser definido como sendo “desenho em negativo”, mas isso é exatamente o oposto do verdadeiro desenho negativo, que foi concebido primordialmente para isolar e proteger áreas virgens do papel. Pense nisso como sendo a definição dos limites de uma forma usando apenas o tom que a circunda. Por outras palavras, você não desenha o objeto; simplesmente consegue a ilusão do objeto desenhando ao redor dele.

O desenho negativo pode ser usado de duas maneiras distintas – controlada e espontânea. Num ambiente controlado, uma área de fundo seria cuidadosa e acuradamente desenhada em torno de um elemento do primeiro ou médio plano de forma a estabelecer sua existência – criá-lo como uma silhueta branca. O desenho espontâneo, por outro lado, envolve o desenho rápido e instintivo de sombras para revelar e exibir áreas brancas entre elas – sem esboço ou planejamento prévio. Por outras palavras, é desenhar os espaços negativos para definir formas positivas. Confuso? Não se preocupe, tudo começará a ficar claro...

Espaço Negativo

O desenho negativo envolve o uso do espaço negativo. Para ser mais exato, ele envolve a criação consciente do espaço negativo; por isso, o entendimento do uso do espaço negativo é essencial. Então vamos estudá-lo primeiro.

O cérebro é altamente focado - muito focado para os nossos propósitos. Parece consenso que retemos as coisas na memória na forma de imagens, e essas imagens ou símbolos é que dão suporte ao mecanismo de defesa do cérebro. Cerca da metade do nosso cérebro é dedicada à visão e a tentar continuamente interpretar aquilo que vemos – presumimos pelas evidências disponíveis - e essas presunções podem ser vitais à nossa sobrevivência.

As imagens são, portanto, de suprema importância para o cérebro, e para fazer equiparações para armazenar, os símbolos padrões oferecem um sistema de classificação muito veloz. Contudo, como artistas, esta facilidade trabalha contra nós, porque nosso cérebro automaticamente troca as imagens que vemos por uma variedade de símbolos. Isso efetivamente inutiliza a habilidade em produzir desenho realístico porque as informações recolhida são as mais básicas – e muitas vezes imprecisas, caso a interpretação cerebral esteja incorreta.

Por sorte, há muitas maneiras de enganar o cérebro para abandonar seu desejo de comparar símbolos e de fazer classificações durante o ato de desenhar. Por exemplo, trabalhar mais rápido do que você pode serve para desabilitar o lado argumentativo de nosso cérebro, que luta para armazenar e depois perde o interesse.

Para aprender a ver o que realmente está lá e não o que você pensa que está lá, você necessita tirar a reação automática de seu cérebro à questão. Acredite em mim, aprender a ver corretamente a realidade é uma dura lição, mas a melhor maneira envolve enganar seu cérebro de forma a não reconhecer aspectos maçantes. Por sorte temos o espaço negativo como uma ferramenta suprema.

Usando o espaço negativo

Este exercício não só o ajudará a concentrar-se no espaço entre as linhas, mas também a confundir seu cérebro – sua mente lógica que tenta identificar tudo o que vê. Você dará a ele realmente um duro castigo porque em vez de desenhar um objeto em si, você desenhará o espaço vazio ao redor dele. Pegue duas tiras de papel; digamos de umas três polegadas (2,5 x 7,5 cm). Agora sombreie na extremidade direita a partir de uma determinada faixa até a margem...

Imagem postada

Faça o mesmo para a outra tira, só que na extremidade esquerda. E, sem desenhar quaisquer linhas, deixe um retângulo limpo no canto inferior.

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Agora pegue um pedaço de papel em branco e coloque as duas tiras em cima juntando as duas extremidades que foram preenchidas, deixando uma brecha entre elas.

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O que você desenhou foi a letra “L”. Essa letra existe por inteiro devido ao espaço negativo. O branco da letra é o branco original e não o resultado da remoção de grafite.

Desenhar elementos você sabe. Tente imaginar cada um deles no papel e depois sombreie ao seu redor. Não faça os contornos primeiro – se fazê-lo, você apenas estará sombreando em torno de uma forma positiva e não sombreando o espaço negativo para fazer a imagem positiva aparecer. Como essas formas abstratas partilham uma fronteira contínua com o objeto, quando você desenha a forma negativa, você desenhará o contorno positivo também.

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Você pode empregar o desenho do espaço negativo praticamente em qualquer lugar a qualquer momento. Tudo o que você precisa fazer é mudar do desenho positivo para o negativo. Você aprenderá mais rápido se entender que o espaço negativo é tão importante quanto a forma positiva. Um não pode existir sem o outro – eles competem em pé de igualdade. Como isso é verdade, não importa qual deles você desenha. De qualquer forma, desenhar espaços negativos o fará realmente olhar para aquilo que está desenhando. Você não pode imaginar sua forma ou desenhar aquilo que pensa estar lá porque não possui contornos reconhecíveis. Utilize essa técnica sempre que tiver problemas em desenhar algo da maneira que ela realmente parece ser. Quase sempre você terminará com um desenho mais preciso.

O uso do espaço negativo oferece muitas vantagens. Não só auxilia na determinação das formas verdadeiras dos elementos que compõem o desenho, mas também faz que o branco lhe fique disponível como uma cor utilizável. Tal qual acontece com a pintura em aquarela, o único branco que temos como artistas da grafite é o próprio papel. Vou guardar este branco a qualquer custo. Haverá momentos em que você terá que apagar linhas ou formas para criar detalhes brancos, mas eles nunca terão a clareza e esplendor de uma área intocada. Aprender a desenhar o espaço em volta daquelas áreas é uma lição que vale bem o esforço em aprender. Isso forma a base do desenho negativo, uma vez que se torna uma segunda natureza para você, permitir-lhe-á alternar facilmente entre o desenho positivo (desenhar o objeto) e o desenho negativo (desenhar ao redor do objeto).

Desenho Negativo - explicado

Considerando que o espaço negativo envolve a arte de desenhar áreas em torno de um objeto para definir esse objeto, o desenho negativo envolve a criação deliberada de seu próprio espaço negativo.

Então, o que é exatamente “desenho negativo”? O que você vê quando olha para a figura abaixo? Você vê uma taça preta antiga? Talvez um castiçal de ébano? Ou você vê duas faces brancas olhando uma para a outra? Imagine você mesmo “vendo” essas duas faces sobre um pedaço branco de papel e depois preenchendo o espaço entre elas para que as áreas sejam reveladas. Isso é desenho negativo!

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Uma imagem “negativa” é aquela que é inteiramente criada pela área que a circunda – eu prefiro chamá-la de “espaço branco”. O uso do desenho negativo prolonga-se da criação de destaques brilhantes que descrevem a curvatura de um objeto escuro ou nas formas brancas definidas por suas sombras, ao isolamento de elementos-chave que podem ser mais bem desenhados num estágio posterior. Você não pode desenhar branco com um lápis de grafite, assim, tal qual um aquarelista, você tem que desenhar em torno dele para definir sua forma.

A utilização do desenho negativo envolve uma decisão consciente – é um método e não um elemento inerente à arte. O espaço branco pode, por exemplo, ser de maior ou de menor importância que as áreas pretas. Se o desenho for de uma taça, a taça será uma imagem positiva – nenhum desenho negativo está envolvido – apenas desenhe a taça. Se o desenho for as duas faces, a “taça” será o produto da decisão do emprego do desenho negativo e existe somente para defini-lo. Ensine a você mesmo a ver o branco no branco e desenhe ao redor dele. É a melhor das lições que você aprenderá.

Outras opções sobre desenho negativo e espaço negativo:

http://www2.arts.ubc....rw04/negsp.htm
http://www.dueysdraw...ve_drawing.html
http://drawsketch.ab....ativespace.htm
http://www.SibleyFin...-draw-grass.htm

Desenho Negativo – os fundamentos

Se traçarmos três linhas (abaixo) quantas linhas criaremos? A resposta é cinco – três pretas e duas brancas.

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Vamos fazer o mais óbvio. Vou alongar e juntar as linhas pretas, aumentar a quantidade e juntar também as linhas brancas.

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O que é dominante ou positivo? Estamos usando desenho negativo? No momento não podemos afirmar. Ambas as linhas partilham da mesma importância, pois nenhuma foi ainda definida como um objeto. Então vamos fazer isso – vamos aproximá-las até que uma ou outra se torne uma forma definida.

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Agora fica evidente que o tema é um pente branco. Ele existia apenas em minha mente até que eu o incluí pela definição do espaço negativo escuro.

Não é fácil começar a pensar dessa forma. Mas com a prática, o desenho negativo torna-se a segunda natureza e, o mais importante, você aprende a alternar sua mente entre o desenho negativo e o desenho positivo quando quiser, e até mesmo a misturar os dois juntos. O desenho negativo, se você estiver desenhando espontaneamente, envolve “ver” uma forma branca em um papel branco e sombrear ao redor dele. O mesmo é verdadeiro se planejá-lo antecipadamente, mas então você vai ter orientações para auxiliá-lo.

Por que utilizar esse método?

O desenho negativo oferece vantagens consideráveis que nenhum outro método pode igualar.

• Pode dividir uma tarefa em elementos simples e gerenciáveis. Nenhum processo de apagamento está envolvido. Os brancos permanecem íntegros e a rugosidade do papel é preservada para resultados realmente viçosos.

• Permite, quando desenhar espontaneamente, criar com rapidez objetos brancos no papel simplesmente desenhando sombras entre eles – cabelo e grama, por exemplo. Você pode fazer isso sem qualquer consciência sobre as relações de forma e espaço, como uma camada final de tom aplicada sobre a área para suprir a constituição tonal – seja localmente (como uma simples folha de grama em primeiro plano) ou globalmente (a iluminação geral que atinge a área).

• Permite a divisão do desenho em elementos que você conhece integralmente e em os que você não conhece. Desenhando em torno de elementos desconhecidos primeiro, muitas vezes você adquire uma melhor compreensão sobre eles. Você pode literalmente desenhar em torno de problemas em potencial e retornar a eles mais tarde.

• Permite a divisão do desenho em áreas de textura. Caso você estiver desenhando a parte de madeira de um celeiro, por exemplo, será mais fácil concentrar-se (e completá-la) nessa textura simplesmente trabalhando em torno de qualquer coisa que a sobreponha.

• Permite a divisão do desenho em áreas de importâncias diferentes de modo a obter um controle maior sobre as relações tonais. Você pode estabelecer o fundo antes do primeiro plano para obter um controle muito maior sobre a separação visual dos dois. Você pode desenhar uma silhueta branca depois de estabelecer os tons que a cerca. Dessa forma, quando começar a desenhar o elemento propriamente dito, você poderá controlar os tons, fazendo que eles se destaquem – ou não, se for esse seu objetivo. Você pode ver abaixo que eu desenhei ao redor da corda porque precisava controlar a maneira como ela se destacava em relação ao fundo.

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Se eu desenhasse primeiro a corda, os tons disponíveis para o cão e para o fundo ficariam prescritos, coisa que não queremos. Neste caso, a corda passa na frente da perna branca do cão e do chão escuro. Se eu desenhasse todos ao mesmo tempo, eu não saberia exatamente como fazer a corda se destacar – e como fazê-la fundir-se com o chão em sua extremidade inferior.

O desenho negativo, como você pôde perceber, permitirá que você se concentre em um aspecto de cada vez. Usando minha maneira de trabalhar do escuro para o claro, você estabelece os tons mais escuros primeiro. Dessa forma você saberá qual o tom mais escuro e o tom mais claro (o branco do papel). O preto é posteriormente ampliado ou atenuado, de acordo com o que se pede para formar os meio-tons, e aplicado em torno dos destaques, das formas e das áreas problemáticas. Quando as áreas pretas ou escuras estiverem completadas, todos os tons mais claros serão apenas espaços brancos e planos. Com a plena compreensão dos tons que circundam esses espaços, você poderá começar a desenhar dentro deles para obter os valores tonais e as formas de que necessita. É muito mais fácil praticar que explicar!

Tipos de desenhos negativos - planejado

A arte do desenho negativo abarca muitas variantes e muitos níveis de complexidade. O método mais simples implica planejar objetos que já possuem diretrizes, como você acabou de ver com o cão. Você pode escolher tratar esses elementos como “desconhecidos” – desenhar ao redor de áreas que apresentam certa dificuldade, ou ao redor de objetos que só se podem completar de forma apropriada num estágio posterior. Em ambos os casos, resultam da necessidade de informação adicional que não está disponível no momento. Eu utilizei esse método com a raiz e com os espinheiros que somem nas sombras em meu estudo de “Overlooked!”. Primeiro desenhei os negros e completei depois a escuridão do fundo, deixando cada raiz como uma forma branca. Posteriormente desenhei as raízes do claro para o escuro.

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Procedendo dessa maneira, você estabelece os tons mais claros e os mais escuros, necessitando apenas desenhar um em relação ao outro. Neste caso havia três problemas. Eu precisava manter uma divisão nítida entre as raízes e o fundo; eu não sabia o quão denso deveria fazer as sombras; e tinha dúvida de como os destaques deveriam se degradar à medida que se aproximavam das áreas sombreadas. Deixar as raízes apenas como espaços brancos e completar o negro circundante primeiro significaria que eu poderia retornar às raízes sabendo exatamente os tons necessários para fazê-las destacarem-se das pedras ou misturarem-se nas sombras.

Tipos de desenhos negativos - espontâneo


Agora as coisas começarão ficar um pouco mais complexas. Até agora, eu mencionei “desenho positivo” (a taça na ilustração rostos/taça) e “desenho negativo”. Os dois podem ser combinados numa única área, numa única forma, ou até numa única linha. Nesse método, uma linha traçada pode ser positiva em relação à outra, e negativa em relação a uma terceira.

Vamos desenhar capim, e fazer uso de duas de suas propriedades visuais: as bases das folhas afiladas estão escondidas pelas folhas que estão na frente, e menos luz é filtrada na parte de baixo nos densos feixes das bases das folhas, de modo que as folhas parecem mais claras na parte de cima.

Imagine que há apenas duas marcas que podemos fazer: uma ascendente e uma descendente. Estou usando o traço ascendente para desenhar positivamente as hastes que brotam da base de uma touceira de capim – isso representa agora uma folha de capim:

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O traço descendente vai se afunilando e define as pontas das folhas na touceira que está abaixo – esse desenho é negativo, eis que forma a sombra, forma o espaço negativo entre duas folhas. Também é verdade que as mesmas duas operações podem ser alcançadas por meio de ambas as extremidades da mesma linha. Não se preocupe. Isso ficará mais fácil!

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Acrescentei mais folhas (as folhas originais são as indicadas pela seta), e uma sugestão de folhas brancas já começa a aparecer abaixo. Não há planejamento prévio envolvido em nada aqui. Todo o desenho é completamente espontâneo e feito rapidamente – muito rápido para a mente consciente interferir.

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Dando um passo adiante, agora você pode ver claramente os traços ascendentes formando folhas de capim na parte de cima e os traços descendentes começando a definir folhas claras em baixo. Um pequeno trabalho extra, principalmente com traços descendentes, aprimorará a camada inferior de capim.

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Agora o processo começa outra vez mais para baixo. Essa nova área desenhada cria duas outras camadas de capim – assim como a camada anterior fez – uma camada posterior desenhada positivamente com uma camada branca negativamente desenhada na frente dela. Aqui os traços positivos da base foram desenhados dentro das formas brancas previamente criadas acima e começaram a criar outras áreas brancas embaixo, definindo uma nova camada em primeiro plano, que não as vamos desenvolver aqui.

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Por fim, um desenho negativo local em dégradé na seção central mescla as duas camadas. E uma pequena quantidade de tom foi adicionada para dar corpo e forma ao capim negativamente desenhado.

Desenho combinado – combinando os dois

Agora as coisas podem parecer ainda mais complexas. Mas não são – isso é simplesmente uma combinação dos dois métodos anteriores, e na verdade tornarão sua vida mais simples. No entanto, por mais complexo que uma tarefa possa parecer, é sempre possível dividi-la em elementos ou processos gerenciáveis.

Neste pequeno desenho 2” x 3” (5 x 8 cm), eu mapeei as folhas e espigas principais; desenhando suavemente uma linha de cada lado para delinear o espaço que constitui a espiga e a folha. Lembre-se que você está definindo um espaço em branco e por isso está ciente de que é o lado de dentro das linhas traçadas que contam – você está traçando aquelas linhas em torno de uma forma branca.

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Tendo planejado e definido as espigas e folhas principais (eu as chamo espigas e folhas status), vou alternar para um estilo de trabalho mais espontâneo para mapear os elementos menos destacados que estão atrás. Eu raramente faço o contorno de algo nessas áreas, apenas crio folhas e espigas desenhando o espaço negativo. Aqui é onde você deixa sua imaginação fluir, trabalhando num ritmo que previne a intervenção consciente. Você mesmo encontrará aqui e acolá folhas e espigas que podem surpreender você pelo local onde se encontram. Não tente ser muito preciso – a inexatidão empresta um realismo extra neste caso. E não mexa nas folhas e espigas status – elas são “desconhecidas”; você não pode definir seus valores tonais corretamente até que tenha completado as folhas e espigas que estão atrás.

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Conforme trabalha nessa área secundária entre os espaços brancos estabelecidos, que representam as espigas e as folhas principais, inclua linhas e formas aleatórias. Desde que sigam vagamente as regras naturais do capim e da folhagem, elas servirão para iludir o cérebro em ver mais detalhes do que existe. Na vida real você não poderia distinguir cada elemento tal qual um arranjo (especialmente em áreas de sombras sólidas), sendo assim, então você não deve fazê-lo aqui também.

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Agora imagine você mesmo olhando para aquela área e começando a adicionar realidade à situação; tonalizando um pouco algumas folhas e espigas que estão atrás, que ficarão quase imperceptíveis. Se você puder enxergar a realidade em sua mente, conseguirá obter um senso de realidade em seu desenho. Se não estiver certo em como tratar algo, deixe-o em branco e volte a ele assim que a área que o circunda estiver completada - como eu fiz aqui com o primeiro plano. Isso será água e eu não posso desenhar os reflexos até que saiba exatamente o que estará sendo refletido.

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Por fim, as folhas e as espigas principais estão ganhando corpo. Ajuste o tom daquelas que estão atrás, caso necessário. O primeiro plano foi desenhado, assim como havia relatado anteriormente, e a água e seus reflexos foram estabelecidos.

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Concluindo...

O desenho negativo oferece os meios para enfrentar tarefas complicadas pela divisão em etapas gerenciáveis e, dentro do espaço negativo, apresenta a oportunidade de desenhar perfeita e completamente sem modificação ou experimentação. Fazendo correto da primeira vez, você sempre obterá um acabamento mais bem definido do que outros métodos confusos. Essa é uma maneira libertadora e controlável de trabalho, e ganha de todos os outros métodos anteriores no que tange ao desenho de formas negativas complexas. Isso é particularmente verdadeiro quando as áreas “positivas” são minúsculas – como os pelos iluminados deste gato siamês Lynx-point, que existem apenas em virtude dos espaços negativos desenhados entre eles...

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Demonstração prática

Até agora, muito do que está nesta oficina foi retirado de minha página www.sibleyfineart.com e de dois capítulos de meu livro “Drawing From Line to Life”. Mas a partir de agora, estaremos entrando em território novo – a demonstração. Sugiro que você siga e repita a demonstração em seu próprio estilo, pois nada ensina como a experiência. Vou guiá-lo ao longo desse caminho, e apresentar minhas próprias razões para as decisões tomadas e para as técnicas empregadas. Siga de toda maneira meu exemplo, mas se você desenvolveu seu próprio estilo, traduza este exemplo para a sua maneira de trabalhar de forma a tirar o máximo de proveito.

1 – Diretrizes e estratégia

Depois de algumas alterações – adeus passarinho, adeus borboleta, olá trepadeira! – cheguei a uma composição que demonstrará todos os tipos de desenho negativo – planejado, espontâneo e combinado.

Aqui, temos um fundo com folhas parecidas com as do sicômoro (que eu vejo como sendo escuro e sombreado); um suporte central que consiste em uma peça enferrujada de um antigo galinheiro; e uma trepadeira, com a visita de uma mosca-das-flores. O original aqui mostrado mede 4” x 8” (10 x 20 cm). Embora eu normalmente desenhe sobre papel com acabamento hiper liso, o papel utilizado foi um Strathmore Bristol (smooth) – série 300, mas esses métodos de desenho negativo podem ser trabalhados em qualquer tipo de superfície. Todos os contornos foram traçados com a face plana de um 2B para assegurar sua remoção completa, caso necessário.

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É complexo e difícil de compreender plenamente estes contornos, então vamos começar a simplificá-lo. Imagine-o como se tivesse três planos ou três camadas.

Camada 1 – É a última da fila e contém as folhas escuras com as sombras mais escuras entre elas. Somente os elementos principais foram planejados, por isso acrescentarei espontaneamente outros elementos entre eles conforme ia trabalhando – não desenhando folhas, mas sugestões de folhas – captando e usando as formas-chave das folhas planejadas.

Camada 2 – É a peça de ferro e os caules e folhas da trepadeira, com pelo menos uma folha do fundo invadindo essa camada para ligar as duas.

Camada 3 – Contém as flores da trepadeira e a mosca-das-flores. Esses são os elementos principais – o tema de nosso desenho.

Vou enfrentar essas camadas nessa ordem. Quero que as flores da trepadeira se destaquem no desenho, o que requer um fundo escuro. Mas, sem estabelecer primeiro o fundo, não tenho a menor pretensão em avaliar quais tons serão necessários para as flores. Dessa forma, as deixarei em branco até que saiba com certeza quais os tons necessários.

2 – Estabelecendo os negros

Eu sei onde quero que as sombras mais sólidas apareçam, e defini-las agora estabelecerá toda a dimensão dos tons disponíveis – os negros das sombras e o branco do papel. Todos os demais tons obrigatoriamente ficarão entre esses dois extremos. A luz, fortuitamente, vem da esquerda, logo abaixo do canto superior esquerdo, o que é algo que tenho que levar em conta a todo instante.

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Aqui, no canto superior esquerdo, certa quantidade de redesenho está sendo feita enquanto trabalho em cada área. Estou usando os contornos apenas para definir vagamente os posicionamentos. Mas repare também que o desenho negativo já está sendo utilizado – no centro, formas brancas abstratas foram criadas pela não-aplicação de grafite. Essas formas não foram planejadas, mas são deixadas à medida que surgem. Posteriormente elas serão tonalizadas em degradados variados de forma a sugerir detalhes onde nenhum detalhe existe; e, por outro lado, atenuar uma área monótona e plana.

3 – Desenho negativo em curso

Sinto que será necessário deslocar uma das folhas no desenho – para ter uma idéia do desenho deste elemento. Não tinha usado esse papel Strathmore Bristol (smooth) – série 300 até então, e estou achando sua textura incômoda, pois detesto que qualquer sinal da superfície texturizada apareça em meus desenhos.

De imediato, uma estratégia aventou-se para o desenho das nervuras das folhas – o desenho negativo espontâneo. As nervuras não podem ser desenhadas primeiro, já que seus valores tonais são desconhecidos. Desenhá-las primeiro pode ditar os tons que serão usados nas folhas. Eu quero o inverso – a folha é mais importante que suas nervuras. Assim, a face plana de um HB com ponta em forma de cinzel foi utilizada para dar forma à folha e para desenhar ao redor das nervuras – a posição de cada uma delas é imaginada conforme o trabalho vai progredindo.

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Depois do HB, eu saturei com 2H (para remover algumas daquelas texturas irritantes do papel!), e apliquei uma leve camada com F para tonalizar a folha por inteiro. As camadas se prolongaram sobre as nervuras para também tonalizá-las, e para dar-lhes forma. Por fim, uma camada de HB tirou o brilho e completou a área, pois queria que as nervuras soassem como sendo aparentes, mas não as queria manifestamente visíveis. A mesma estratégia foi utilizada para todas as folhas do sicômoro.

O desenho negativo abarca o uso de pequeninos detalhes através da divisão do trabalho em blocos. Aqui as folhas formam por si mesmas os blocos– permitindo-me concentrar exclusivamente em uma única textura e manter a forma tridimensional em minha mente enquanto trabalhava, embora isso seja sempre um processo evolutivo. Mais formas abstratas e aleatórias foram introduzidas (inferior esquerdo), as detrás foram tonalizadas, e estruturas como caules sugerem um plano atrás daquele que eu estava completando.

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Antes de prosseguir abaixo, completarei aquela última folha de cima, e a revelarei em etapas. A etapa 1 (abaixo) será onde eu trabalharei a estrutura geral em minha mente; aplicando leves tons, posicionando as nervuras, e dando forma tridimensional. Nunca trabalho antecipadamente nessas coisas, apenas sigo a correnteza. A espontaneidade parece dar vitalidade e manter um equilíbrio natural na composição. Na etapa 2 eu aprimorei as formas e comecei a esconder o canto superior na sombra. Usando o desenho negativo para dividir meu desenho, consegui muito mais controle sobre cada elemento. O desenho negativo ainda deu forma às nervuras, que foram completadas assim que finalizei os valores tonais da folha. Na etapa 3 vê-se a conclusão. Agora poderia tonalizar aquelas nervuras, as quais eu queria meramente sugerir – dando-lhes um pouco mais de realce no lado esquerdo, de modo a conduzir o olhar do observador para a mosca-das-flores da mesma forma como faz o destaque próximo da ponta da folha.

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4 – Cuidado com aquela linha!

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Sempre que você fizer o contorno de algo para defini-lo como um espaço negativo, lembre-se que a linha do lápis ocupa certo espaço. Você estará fechando um espaço branco que é, ou passará a ser, um elemento positivo de seu desenho. É uma “silhueta branca”. Então confine a ponta do lápis de forma a não ultrapassar a fronteira. Se você se confundir no espaço branco, você simplesmente o definirá em um tamanho menor do que deveria.

5 – Recapitulando...

Lembra-se do exemplo anterior “juncos e água” em que se inventaram elementos desenhados negativamente “por trás” dos elementos principais? Farei o mesmo aqui. A real vantagem é que tudo é desenhado, ou esboçado, como se estivesse em um único plano. Cada invenção completa um equilíbrio natural – para completar ou quebrar de maneira diferente uma área monótona – ou para conduzir o olho do observador para determinada direção. Posteriormente, esses elementos podem ser puxados e empurrados individualmente para planos separados – alguns, consideravelmente distintos; outros, quase imperceptíveis - o que for necessário para aumentar a realidade; e um pouco de mistério natural. A natureza não mostra tudo com absoluta clareza. Assim, entre os caules e cipós, mais formas abstratas, que já foram tonalizadas, servem para enganar o cérebro de modo a enxergar profundidade e detalhes onde na verdade não os há.

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O plano da frente ainda está intocado e, quando chegar o momento de trabalhar nele, o fundo poderá ser facilmente ajustado, caso necessário. O Blu-Tack ou uma borracha maleável podem ser usados para suavizar e clarear; e camadas adicionais podem ser adicionadas para escurecer sombras que poderiam ter sido omitidas, ou apenas para empurrar o primeiro plano para frente.

6 – Mapeamento...

Às vezes eu mapeio uma área antes de tonalizá-la (etapa 1). Isso não invalida o uso do desenho negativo; apenas controla parcialmente seu alcance. São simples diretrizes – neste caso, mostrando-me onde as nervuras naturais desta folha estão. Eu escolhi este método nesta circunstância porque, diferentemente de outras folhas de trepadeiras que requerem apenas uma sugestão de nervuras, este é o lado oposto da folha, que apresenta as próprias nervuras. Primeiro (etapa 2) as sombras das nervuras foram desenhadas com 2B. Em seguida, a forma básica do corpo foi iniciada, com graduação H neste caso.

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As sombras das nervuras foram atenuadas com Blu Tack (etapa 3), a folha foi tonalizada para adquirir forma e o cabo foi completado. Depois, uma camada global de HB esfumada acrescentou unidade, tonalizando as nervuras para mesclá-las com seu aspecto geral. Por fim, uma mina de graduação H foi usada para refinar e dar acabamento. Essa estratégia trouxe um controle definitivo sobre a aparência final. Aqui eu decidi orientar as nervuras para baixo – obviamente o suficiente para sugerir o lado oposto de uma folha, mas de modo não tão agressivo a ponto de chamar a atenção.

7 – Efetuando ajustes...

Vamos recapitular e tomar como exemplo a folha anterior. Você pode ver que o corpo foi moldado ignorando-se as nervuras. Depois, uma camada global unificou os diversos elementos para formar um todo – desta vez incluindo as nervuras. Hachurado, hachurado-cruzado e circulismo foram conjuntamente utilizados para essa camada. Conseguimos moldar e detalhar. Dessa forma, poderíamos adicionar a qualquer momento mais camadas de modo a trazer quaisquer elementos para as sombras sem atrapalhar a aparência geral que reside nas camadas inferiores. Isso é muito útil, pois neste momento estou quase certo de que alguns elementos ficaram muito claros. Mas eu prefiro trabalhar dessa maneira – é mais fácil escurecer do que clarear caso o detalhe deva ser preservado. Aqui é até onde consegui chegar – todos os elementos do fundo foram criados, assim como um ou dois elementos do plano médio:

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8 – O plano médio...

Vou enfrentar a peça enferrujada e tenho uma ampla gama de tons para escolher. Posso desenhá-la escura, grosseira e enferrujada; ou mais clara e mais bem definida, e até mesmo com vestígios de tinta. Minha decisão inicial foi para algo entre as duas, pois queria que os elementos ficassem separados do fundo, mas escuros o suficiente para empurrar a trepadeira para frente. Em vez de começar pela haste principal, desenharei o parafuso de conexão primeiro e depois a haste menor. Eu posso trabalhar no que é necessário para essas áreas sem erros que afetem significativamente o conjunto. Mais tarde poderei aplicar o que conheço sobre a haste principal.

A ferrugem é caracterizada por superfícies irregulares, e essas irregularidades apresentam sombras internas e destaques bem definidos. O desenho negativo realmente simplifica o desenho desse tipo de textura, pois permite ao lápis explorar a superfície – grave as cavidades da textura na memória e ignore os meio-tons e os destaques. Retornarei mais tarde a esta textura quando começar a desenhar a haste. As cavidades da textura serão mais profundas; e a iluminação, mais direta. Então posso explicar a técnica com mais facilidade. As ilustrações a seguir possuem duas vezes seus tamanhos reais. Etapa 1: sombras com 2B. Etapa 2: camada de H, preservando os destaques. Etapa 3: Camadas de F e HB para escurecer o elemento por inteiro. A camada foi aplicada com a face plana de uma ponta em forma de cinzel. Assim, independentemente de quão forte fosse a pressão aplicada, todas as camadas anteriores permaneceriam inalteradas. Apenas escurecidas. Da mesma forma, como mostrado aqui (etapa 4, em tamanho real), as camadas poderiam ser estendidas de modo a cobrir e escurecer as áreas circundantes ao mesmo tempo em que se preservam os contornos, os detalhes e os contrastes relativos entre os variados elementos.

Imagem postada

Nessa fase, não tome o que escrevi aqui ao pé da letra – estabelecer primeiro as sombras permitir-lhe-á explorar completamente a área, mas adicione novas camadas caso sinta que seja apropriado.

9 – Ferrugem e desenho negativo...

O desenho negativo é muito útil para desenhar cavidades em superfícies enferrujadas. Considere que toda cavidade contém três elementos:

Etapa 1: Uma sombra interna projetada pelo relevo mais próximo da fonte de luz. No momento em que inventar a forma, pergunte a si mesmo “este ponto pode ver a luz” – se ele poder, a sombra que você estiver desenhando não existe.

Etapa 2: Uma área neutra interna sombreada – o fundo plano da cavidade. Eu só reduzo a pressão sobre a ponta do 2B quando a estiver usando para enevoar a extremidade da sombra projetada.

Etapa 3: Um destaque onde o relevo capta luz. Simplesmente desenhe em torno dele como para fazer uma forma negativa. Mais tarde, quando souber o valor correto, você poderá retornar e atenuar o destaque.

Imagem postada

10 – Destaques e desenho negativo...

Usar essa estratégia dá-lhe controle completo sobre a intensidade do destaque, e o mesmo vale para destaques em geral. Gostaria de ter um exemplo melhor para você... mas me empolguei com o andamento do desenho e completei tudo, exceto um cipó. As imagens a seguir possuem o dobro do tamanho real.

Imagem postada

Você pode ver (espero) que o núcleo da sombra foi estabelecido primeiro (etapa 1), usando 2B e circulismo para obter um aspecto granulado. Em seguida (etapa 2), a sombra secundária foi executada com graduação H para começar a moldar uma forma cilíndrica. O destaque-chave (a área que se curva a frente da fonte de luz) foi identificado. Por fim (etapa 3), o tom remanescente foi aplicado com graduação 2H, preservando-se a área do destaque-chave. Nesse caso, eu decidi desenhar a folha para expor a intensidade do destaque antes de fazer os retoques finais, tais como bloquear a extremidade inferior para evitar conduzir o olho do observador para fora da composição. O mesmo procedimento foi aplicado para a sombra projetada que atravessa a folha – a extremidade inferior é deliberadamente imprecisa. Assim, a extremidade mais forte e mais nítida atrai atenção e conduz o olho do observador para o desenho.

11 – Completando os elementos principais...

Bem, está tudo completo, exceto uma folha, três flores, um botão e a mosca-das-flores. A essa altura, acho que você sabe tudo que eu faço em termos de desenho negativo, então faça uma pausa e sente-se enquanto eu completo o desenho.

Imagem postada

Imagem postada

Eu poderia ajudá-lo saber qual a técnica usada para as flores. Nas áreas muito claras, desenhei ligeiramente mais escuro que o necessário e depois usei Blu-Tack para desbotar gradualmente cada área até obter o tom sutil que queria. As áreas também foram levemente esfumadas com um tortilhão – que foi usado posteriormente para desenhar as nervuras das flores. A grafite aplicada sobre a parte de cima tonalizou depois as nervuras em todo seu comprimento. Como a grafite foi se esvaindo gradualmente à medida que era empurrada para baixo com o tortilhão, a linha foi se enfraquecendo naturalmente. O interior das flores foi ligeiramente mais sombreado que o que aparece aqui – ele não foi devidamente explorado – então eu aumentei o tom que havia sido capturado.

O desenho negativo é um método que vale a pena acrescentar a seu arsenal. Em desenhos complexos como o demonstrado aqui, considero o desenho negativo como uma graça divina. Você pode quebrar a composição em menores e menores elementos, o que torna mais fácil manter o controle. Você pode simplesmente se concentrar em uma única seção e, nesse caso, facilmente trabalhar nas sombras projetadas conforme vai progredindo. Experimente você mesmo, ainda que seja uma área pequena ou um elemento pequeno – nada ensina como a prática e a experiência – e a prática realmente ajuda entender qualquer técnica.

Tamanho: 4” x 8”
Tempo de execução: cerca de 35 horas

Apreciei completamente desenhar esse estudo (apesar da escolha questionável do papel!). Muito obrigado por acompanhar... e não há desculpas para não tentar isso sozinho – você pode baixar tudo de que necessitar. :)

Imagem postada

“Mosca-das-Flores sobre Trepadeira”

Baixando PDF, fotos e contornos

Se quiser se arriscar nesta composição, ou apenas em parte dela, você pode baixar tudo que precisa daqui:

www.sibleyfineart.com/workshop_ressources.htm

Você pode baixar um PDF desta oficina (original em inglês) e escolher e baixar as referências fotográficas (com os fundos removidos). O desenho completo dos contornos da demonstração final também está disponível, ou você poderá escolher contornos individuais dentre os elementos principais para montar sua própria composição.

Uma descrição completa do que foi exposto, assim como várias outras técnicas, são apresentadas nas 288 páginas de meu livro Drawing From Line to Life – atualmente disponível em www.sibleyfineart.com e www.thepencilpoint.com, e em breve em www.amazon.co.uk.

ISBN: 0-9551578-0-3

Obrigado por acompanhar – adorei sua companhia – e admiro sua paciência! \o/

Saudações.....

Tradução da oficina realizada por Mike Sibley (http://www.sibleyfineart.com/) publicada em http://www.wetcanvas...ad.php?t=364891
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#2 yargh

yargh
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Postado 14 janeiro 2011 - 21:09

belo tuto algumas coisas ja tinha visto aqui mas esse e completo

realmente vai ajudar varias pessoas inclusive eu
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#3 Jackson Dias

Jackson Dias

    Está escrevendo uma mensagem...

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Postado 15 janeiro 2011 - 08:20

De fato, esse tuturial é bem completo. Muita informação, só nao aprende quem nao tem vontade de aprender. /><br />Usuarios/visitantes do fórum, vamos comentar no topico pessoal, dizer o que achou da iniciativa do amigo Gulias. Lembrem-se, que é por causa de iniciativas assim que a cada dias o forum cresce e estamos sempre ganhando mais conhecimento.
obs.: visitantes se cadastrem ai, mostrem quem é rsrsrs <img src='http://forum.imaster...efault/wink.gif' class='bbc_emoticon' alt=';)' />
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#4 jeison oliveira

jeison oliveira

    http://jeisonoliveira.blogspot.com/

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Postado 15 janeiro 2011 - 11:44

Valeu Gulias, boa colaboração, e reforço o que o Jackson disse

Lembrem-se, que é por causa de iniciativas assim que a cada dias o forum cresce e estamos sempre ganhando mais conhecimento.


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#5 Gulias

Gulias
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Postado 16 janeiro 2011 - 23:16

Valeu Gulias, boa colaboração, e reforço o que o Jackson disse

Lembrem-se, que é por causa de iniciativas assim que a cada dias o forum cresce e estamos sempre ganhando mais conhecimento.


Valeu colegas!

A propósito, se alguém perceber que algo não se encaixa, informe o fato aí. Pode ser que eu tenha cometido alguns equívocos na tradução. O autor escreve de um jeito que não é muito fácil para um brasileiro entender...
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