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São Paulo - Tecnologia usa micróbios que se alimentam das substâncias orgânicas da água resultante da produção da cerveja para gerar energia.
Um projeto conjunto entre a Universidade de Queensland e a fabricante australiana de cerveja Foster recebeu 140 mil de dólares do governo da Austrália para financiar a transformação de resíduos do processo de produção da cerveja em energia limpa.
A equipe do centro de Centro de Gerenciamento de Resíduos Líquidos Avançado da universidade foi uma das seis agraciadas com os fundos do Ministério do Meio-Ambiente para inovação em energia sustentável.
Segundo o pesquisador Korneel Rabaey, a tecnologia tem como base uma célula de combustível a base de micróbios que se alimentam das substâncias orgânicas presentes na água resultante do processo de produção da cerveja, transformando-as em energia. O processo produz ainda água limpa e dióxidos de carbono não-poluentes e renováveis.
O time australiano trabalha em colaboração com a Universidade de Ghent, na Bélgica, e conta com recursos de 1,3 milhão de dólares de um conselho de pesquisa da Austrália, além de apoio logístico e financeiro da Foster, reconhecida por seus programas de reciclagem e redução de uso de água.
A tecnologia aguarda aprovação de patente e pode ser utilizada em uma série de indústrias, entre elas as de bebidas e alimentos. De acordo os pesquisadores da Universidade de Queensland, testes com um protótipo para 10 litros têm progredido e em setembro um piloto em escala deve ser realizado, coincidindo com uma conferência sobre bioenergia que será promovida pela universidade.
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