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Olá pessoal,
Uma conversa com um membro do forum em algum tópico por aí, me despertou a uma idéia de um tópico que conta, pelos profissionais mais experientes, um pouco de como era a tecnologia há alguns anos, e como era o processo de criação e finalização de um trabalho gráfico.
Gostaria de contar com a participação de todos,principalmente daqueles (como eu), que se assustam em ver como as coisas hoje em dia estão muito mais fáceis.
Um abraço a todos
César
Cara...
Já tive meus dedos pretos com o pó do chumbo, fui tipógrafo, uma profissão extinta.
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Sou o 3ª geração de uma família que se iniciou em gráfica, somando, daria mais de 40 anos nesse ramo.
Desde moleque frequentava a pequena tipografia do meu avô. Com 12 anos comecei a trabalhar com ele.
No começo era mais um office-boy, mas depois fui aprendendo a operar uma máquina tipográfica manual (odiava isso), a compor chapas de tipos (o que mais gostava de fazer) era triste depois, pois tinha que distribuir os tipos a seus devidos lugares nas caixas.
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Depois com o tempo, aprendi a operar a Catu 380, uma máquina tipográfica automática, ajeitando a chapa na rama e colocando para imprimir. Podia esquecer, deixava ela ligada e ia fazer outras coisas.
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Por último, depois de encher o saco, aprendi a cortar papel, foi por último, pois havia um certo medo de, eu como moleque, perder meus dedos em sua lâmina afiada. Só muitos anos depois (por volta de 1994) que fui conhecer uma offset.
Quando eram textos muito grandes, recorríamos a uma Linotipia, um trambolho de máquina, hoje virou sucata.
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Shiper, o nome da "Máquina de fotografar gigante" era FOTOCOMPOSITORA.
Meu primeiro emprego sério nesta área foi num jornal chamado DIÁRIO DA FRANCA, onde este método ainda era usado. Lá as fotos eram fotografadas, ampliadas, reduzidas, cortadas, etc. Os textos eram impressos em laser no vegetal — depois com muito custo passaram para poliéster.
Depois disso me transferi para um bureau de pré impressão (Clone Laser, Franca, SP), onde, entre os equipamentos disponíveis, contávamos com algumas raridades:
Nesta época qdo você falava q trabalhava em bureau, todos sabiam o quanto você conhecia de pré-impressão. Isso lá pelos anos 1998 / 2000. Como os softwares tinham muito menos recursos que hoje, tudo era feito na mão. Overprint Preview? Isso não existia!
A parte de revisão de arquivo fechado — no RIP — precisava ser criteriosa, pq os custos eram muito mais altos que hoje, mas tinha uma atmosfera muito mais gostosa para se trabalhar! Bureau hoje é mais maratona do que qualquer coisa!
Verdade Alx.
Hoje, vou ao bureau que trabalhei anos atrás.. e vejo os caras reclamarem do trabalho.. dá vontade de pegar um e pá na testa... hoje é muito mais fácil...
e os caras ainda erram... vai entender...
a gente tb errava! kkkkkkkkkkkkk
agora, antigamente a gente mandava abrir o PhotoShop e ia almoçar. hoje, demora (no máximo) uns 8 segundos para abrir o CS3.
por isso ganhamos menos.
kkk
menos horas extras.
o trampo fica pronto rápido demais.
Pois é gente...
Veio a automatização e acabou com o profissionalismo (sem querer generalizar).
O conhecimento da área era restrito. E hoje, o sujeito faz uma digitação e uns efeitos no Word e vem me falar que já tem a arte pronta.
Acontece direto aqui na gráfica, o cara pede o orçamento, depois fala "Eu já tenho a arte, quando que dá de desconto". Respondo que quero ver a arte primeiro, claro.
Além de que, vejo muitas pessoas trabalhando na área e que a única coisa que sabe fazer é dar um Crtl+P.
Bons tempos...
Quanto ao "errar", acho que era bem menos que hoje. Em tipografia, quase não errava, pelo fato de catar letra por letra. Mas já errei, e feio, uma vez.
Era uma oraçãozinha, esses santinhos, que era escrito mais ou menos assim...
"Pobre era Jesus...."
Como os tipos são espelhados e era fácil de confundir o "p" com o "q", "b" com "d", "u" com "n"....Ainda mais na hora de distribuir os tipos na caixa, podia confundir e errar o local certo de determinada letra.
Saiu na oração:
"Podre era Jesus"...
Me desculpem a blasfêmia, mas sem querer isso aconteceu.
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Alx, o trambolho não é fotocompositora. É uma máquina de linotipo mesmo. Não sei se há outro nome mais especifíco. Não há processo de fotocomposição nela. O lance dela era a fundição de chumbo, dando molde às letras.
Que Deus te perdoe meu filho!
hehehe ... Ele sabe que não fiz por mal...
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Alx, o trambolho não é fotocompositora. É uma máquina de linotipo mesmo. Não sei se há outro nome mais especifíco. Não há processo de fotocomposição nela. O lance dela era a fundição de chumbo, dando molde às letras.
bom, dessa máquina de fotografar gigante, só me lembro da fotocompositora.
Não alx...não se tirava fotos com essa máquina, somente servia para textos. Caso precisassemos de incluir fotos, tinhámos que recorrer ao clichê.
A utilização dessa máquina era somente para a reprodução tipográfica. Diferente da fotocompositora que era para o sistema offset.
Fotocompositora
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eu vi esse trambolho aí... mas não é disso que estou falando não. tinha um departamento no jornal chamado FOTOCOMPOSIÇÃO, lá era feito o trabalho que eu descrevi anteriormente, incluindo a montagem e gravação dos vegetais em chapas para impressão.
ps.: isso parece mais um scaner cilíndrico antigo ou sei lá o quê!
alx eu sou novo no tópico... Vi que você trabalho na abençoada Catu 380 eheheh srsrsrsr...
Eu tenho ela na minha gráfica até hj... Tô quase jogando ela na rua ehehehe...
Uso Pra fazer numeração... O.S. Nota Recibo etc...
O negócio é um trambolho... ehheeh
ABRAÇO...
Eu que trabalhei com uma.
Se for jogar fora pode jogar na porta da gráfica.
Tenho saudades do tempo que trabalhava nela.
UAU ! ! !
Fiquei impressionado com a experiência de vocês... Muito legal, só conhecia na teoria... legal ter adicionado as fotos.
Comecei muito mais recente... Já tinha CTP, os PCs já voavam e as máquinas já eram super automatizadas... Mas acho que toda essa experiência ajuda a compreender melhor as máquinas de agora porque tudo é só uma evolução e a tendência é sempre simplificar (acho).
Em impressão digital a mudança mais radical que vivi foi a mudança entre uma Xerox Majestic para máquinas novas da Xerox e da Kônica, mas em comparação a evolução que presenciaram isso não é nada. Adorei este tópico "histórico". rs.
queria saber se essa molecada q fica pedindo tutorial no photoshop tem noção que o programa nada mais é do que um aerógrafo informatizado...
¬¬
Sinto saudades dessa época... era uma briga dos bureaus para quem teria a melhor equipe de operadores, hoje parece que as empresas não dão muito valor a isso, querem pagar pouco para quem muitas das vezes sabe quase nada. Acham que equipamento faz tudo sozinho.
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André Ubaldo
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Shiper, o nome da "Máquina de fotografar gigante" era FOTOCOMPOSITORA.
Meu primeiro emprego sério nesta área foi num jornal chamado DIÁRIO DA FRANCA, onde este método ainda era usado. Lá as fotos eram fotografadas, ampliadas, reduzidas, cortadas, etc. Os textos eram impressos em laser no vegetal — depois com muito custo passaram para poliéster.
Depois disso me transferi para um bureau de pré impressão (Clone Laser, Franca, SP), onde, entre os equipamentos disponíveis, contávamos com algumas raridades:
Nesta época qdo você falava q trabalhava em bureau, todos sabiam o quanto você conhecia de pré-impressão. Isso lá pelos anos 1998 / 2000. Como os softwares tinham muito menos recursos que hoje, tudo era feito na mão. Overprint Preview? Isso não existia!
A parte de revisão de arquivo fechado — no RIP — precisava ser criteriosa, pq os custos eram muito mais altos que hoje, mas tinha uma atmosfera muito mais gostosa para se trabalhar! Bureau hoje é mais maratona do que qualquer coisa!
Caro ALX, você deve ter trabalhado nesta fotocopiadora já nos tempos da retícula de contato através de vácuo, você deveria ter conhecido esta mesma máquina fotográfica usando uma retícula de cristal, com o controlador de linhas ativado, você então saberia o que foi o início do artesanato em fotolitos, isto porque eu não cheguei a conhecer os fotolitos em vidro emulsionado com camada fotográfica, mas conheci os filmes em meio-tons, onde se gravava a imagem das fotos e depois por contato em uma prensa em câmara escura e através de uma retícula de contato chamada de magenta, se produzia o fotolito positivo reticulado. Seria muito bom trocar lembranças dos velhos tempo. Ah, conheci o seu Diário da Franca, assim como o concorrente Comércio da Franca, os Sr. Facouri e Sr. Correia Neves. Abraços. Ancar
Ancar,
O alx anda meio sumido por essas bandas, hoje ele está com o ótimo fórum sobre Produção Gráfica:
Vou começar...
que fotolito que nada?
arquivo?
ah?
eu cheguei a acompanhar o sistema de fotolito fotografado... onde prende-se um desenho em uma superfície e com uma máquina de fotografar gigante, o cara fotografava e controlava as retículas "no olho" e depois revelava o filme tal qual um fotógrafo.
eu nunca fiz... mas já vi fazendo... a ainda tem gente que acha que ser Designer Gráfico é dominar os softwares...
vou conseguir a foto da máquina e posto aqui...