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Parlamentar da Indonésia renuncia após ser pego vendo filme ---ô
Político flagrado no plenário integra partido que aprovou leis anti---ografia
BBC Brasil
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Foto mostra o parlamentar Arifinto assistindo a um vídeo ---ográfico em seu tablet em plena sessão
Um parlamentar indonésio renunciou ao mandato nesta segunda-feira (11) depois de ser pego vendo um vídeo ---ográfico em pleno Parlamento.
O político, que usa somente o nome Arifinto, é membro do Partido da Justiça Próspera Islâmica (PKS), tido como principal responsável pela aprovação de leis contra a ---ografia.
Arifinto foi fotografado vendo cenas de sexo explícito em um tablet no plenário do Parlamento, na última sexta-feira (8).
O parlamentar disse ter aberto inadvertidamente um endereço de internet em um e-mail, que teria levado até as imagens. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Arifinto se desculpou.
A Indonésia é um estado laico, com uma longa tradição de tolerância. No entanto, nos últimos anos, grupos islâmicos conservadores passaram a se manifestar contra determinadas práticas, tornando a ---ografia um dos principais testes para a influência do Islã na política do país.
Anti---ografia
A correspondente da BBC em Jacarta, Kate McGeown, disse que o PKS é a principal força por trás das legislações contra a ---ografia no país.
Se for provado que Arifinto estava realmente assistindo a um filme ---ográfico, como sugere a fotografia, ele pode ser acusado e penalizado por uma lei feita por seu próprio partido.
No entanto, o chefe do corpo de Jurisprudência Islâmica do PKS, Surahman Hidayat, saiu em defesa do parlamentar.
Membros de outros grupos religiosos e étnicos na Indonésia, incluindo muitos muçulmanos moderados, criticaram as leis anti---ografia, dizendo que elas diminuem a liberdade de expressão cultural.
Meses atrás, o PKS e outros partidos conservadores perseguiram o ex-editor da edição indonésia da revista Playboy, que não publica nudez no país.
Em janeiro deste ano, um dos astros mais conhecidos do sul da Ásia, o cantor Nazril Irham (também conhecido como Ariel), foi condenado a três anos e meio de prisão por fazer e distribuir vídeos com cenas de sexo na internet.
Ele negou ter distribuído os vídeos, alegando que eles foram roubados.
O governo também pediu que a empresa que fabrica os telefones celulares Blackberry, Research In Motion (RIM), evite disponibilizar conteúdo ---ográfico em seus telefones, se quiser manter a distribuição dos aparelhos no país.
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Fonte: R7
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