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iPhone mantém arquivo com histórico de localização do usuário
Informação é copiada para o PC durante sincronização.
Pesquisadores alertam para invasão de privacidade.
Altieres Rohr Especial para o G1
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Apple, de Steve Jobs (foto) não comenta suposto armazenamento de localização em iPhones (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
Uma dupla de pesquisadores informou ao jornal britânico “The Guardian” que o iPhone e o iPad 3G atualizam constantemente um histórico de localização do usuário, criando uma relação de todos os lugares onde o dispositivo já esteve. O arquivo também é copiado para o computador e para um novo iPhone ou iPad quando ele for sincronizado, retendo os dados armazenados pelo dispositivo anterior.
Alasdair Allan e Pete Warden, a dupla de pesquisadores, dizem “ser grandes fãs da Apple e não estarem felizes com a descoberta” que fizeram. Operadoras de celular já registram essa informação, mas ela não está disponível publicamente.
A coleta teria começado em junho de 2010, segundo os pesquisadores. A dupla criou um aplicativo para o MacOS X que encontra o arquivo e cria um mapa com os pontos mostrando o usuário esteve, de acordo com os dados coletados pelo iPhone. As coordenadas de latitude e longitude armazenadas são calculadas pelo celular usando os dados das torres de comunicação da operadora – que às vezes é menos precisa que GPS, mas gasta menos recursos do celular.
Especialistas consultados pelo jornal questionaram o motivo de a Apple ter esse arquivo no dispositivo – segundo os pesquisadores, ele nunca é enviado para a companhia. Usuários e especialistas comentando o assunto na internet também levantaram a possibilidade de um criminoso, detetive particular, cônjuge ou vírus ter acesso ao arquivo para saber por onde o usuário esteve. Uma maneira de reduzir essa possibilidade é habilitar a opção de criptografia para os backups do iPhone, mas ainda assim haverá um arquivo sem proteção dentro do aparelho.
Consultada pelo “The Guardian”, a Apple não quis comentar o caso.
Warden e Allan ainda tentaram achar arquivos semelhantes em outros smartphones, mas não localizaram nada parecido. Eles observaram que, em setembro de 2010, um francês já havia revelado a existência dos dados, mas ninguém teria dado atenção.
Fonte: G1
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