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Olá pessoal, faz tempo que não pergunto nada, mas ai vai... Um cliente quer uma "planilha" que possa cadastrar dados dos clientes, como nome, endereço, telefone, etc. Ele usa Excel mas o próprio esta ficando pesado para tanta planilha. Ainda não sei mexer com java, c ou qual quer uma dessas linguagens para fazer programas de pc; no momento, só sei fazer sites, no futuro irei trabalhar com esta plataforma. Bem, como o sistema é simples, resolvi fazer em PHP, como se fosse um site, tudo hospedado no pc da empresa do cliente, ele acessaria a pagina no pc e cadastraria, verificaria os clientes e tudo mais que quiser. Para mim seria mais fácil, mas não sei quanto cobrar por isso, lembrando que sou iniciante e que tenho um sócio.
Resumo:
*Quanto cobrar por um "site" que gerencia os dados dos clientes(cadastros,exclusões e consultas)?
***A empresa é pequena**, então acho que pedir **R$1.000** reais, já seria **muito** e eles podem não querer;
*R$1.000 reais, p**ode ser pouco para muitos**, mas eu e meu sócio estamos **iniciando agora**, e **perder** trabalho por não aceitar o preço, deixará nós **estagnados na experiencia com o mercado**;
*Me falaram uma vez, que eu poderia vender o direito de uso, assim cobrando mensalmente, isso é bom, dá certo?
Agradeço a ajuda desde já pessoal! Aguardo as respostas...
Muitas coisas devem ser levadas em fator. Até "localidade" pode ser um desses fatores. Minha antiga cidade, uns 3 anos atrás, em uma empresa de desenvolvimento web consolidada, os sites "padrões" (utilizarei esse termo para sites que não fogem do padrão básico) custavam em torno de R$ 1.200,00 / R$ 1.500,00. Na minha cidade atual, na mesma época, um site do mesmo estilo variava entre R$ 5.000,00. Havia empresas que cobravam o dobro pelo mesmo serviço. Seria interessante você saber quanto as outras empresas por ai cobram, mas hoje em dia o preço estabilizou bastante. Mas isso falando em site, não em sistema.
e perder trabalho por não aceitar o preço
Não menospreze seu trabalho, cobrar pouco não garante serviço e, mais fundamentalmente, indica que vocês estão correndo atrás de serviço. O primeiro pensamento é que o serviço de vocês é ruim. E se isso começar mal, não vai pra bem.
E não se preocupem em cobrar o valor que realmente o site custa, outras empresas cobrarão sempre mais.
Já que o caso é um sistemas, se der M%#*@ (vazamento de dados, falhas de segurança), vai cair no de você. Esse é um dos motivos por sistemas serem mais caros.
Desenvolvimento afeta, e muito, o preço. Um sistema bem feito leva tempo em planejamento e desenvolvimento. E pode ser revendido (caso não for exclusivo). Um sistema mal feito é impossível de manter e só leva a falência.
Me falaram uma vez, que eu poderia vender o direito de uso, assim cobrando mensalmente, isso é bom, dá certo?
Dependendo o tipo de sistema, e seu uso, é bom. Valor mensal x Quantidade de usuários é sempre uma boa pedida. Mas se alguém vai usar uma vez por semestre e possuir apenas um usuário, não vale muito não.
Olá Wesley,
Essa resposta é um tanto complexa. Muitas coisas devem ser levadas em conta na hora decidir o preço.
Não vou entrar nesses detalhes, eu mesmo já sofri muito com isso quando estava nos primeiros projetos.
Em suma você deve considerar os seguintes fatores:
- Tempo gasto para realizar o projeto;
- Conhecimento necessário envolvido;
- Probabilidade de ter problemas (terá que gastar tempo para concerta-los);
- Manutenção que será dada ao sistema;
- Dimensões da empresa (e, consequentemente, a estrutura necessário para comportar tal sistema);
Analise você mesmo. Se o valor está bom para você ótimo, se o valor está acima da realidade dê uma reavaliada no orçamento, se o cliente achar caro tente negociar a forma de pagamento.
Cara vai depender muito do tipo de informação dese cadastro...
Digamos um cadastro simples básico onde você vai usar coisa de 1 ou 2 tabelas, você vai demorar coisa de no máximo umas 2 horas para fazer e nesse caso eu cobraria um R$ 300,00.. agora eu fiz uns tempo atras um sisteminha onde a pessoa trabalhava com mais tabelas, coisa de 13 tabelas relacionadas, dai nesse caso tinha que fazer mais telas com insert/edit/view/delete e por isso cobrei R$ 1200,00.. foi uns 4 dias de trabalho..
Ai agora você tem que evr tb se você vai importar os dados.. se for fazer algo manual eu cobraria no mínimo uns R$ 50,00 por hora de serviço.. agora se você for fazer importação automatizada vai depender da complexidade dos dados tb, num simples uns R$ 200,00 pra cima.. e um mais complexo igual esse meu eu cobrei mais R$ 1000,00 pq tb levou várias horas de preparação na base e tal..
Faça pesquisa de mercado.
Solicite orçamento para seus concorrentes que atuam em sua região e veja o valor que os mesmos cobram, pois você não pode se basear em valores de outras regiões a não ser que não tenha concorrente em sua cidade ou região próxima.
Eu faria isso =)
No meu ponto de vista, como o sistema vai ficar hospedado no PC do cliente e não em um provedor remoto, será difícil você prender o cliente a um valor mensal, uma vez que o cliente terá acesso aos seus arquivos e poderá repassá-los ou usá-los como achar conveniente.
Pra conseguir prender o cliente a uma mensalidade ele não deve ter acesso aos fontes e banco de dados e aí sim, você será o cara do suporte a quem o cliente deve procurar pois só você tem os fontes.
O valor de R$ 1.000,00 está na base desde que seja cobrado uma mensalidade com um contrato mínimo de 1 ano e hospedagem remota.
Se o cliente insistir que quer o sistema no PC dele, então não compensa cobrar mensalidade, e você deve, no mínimo, triplicar o valor do sistema dando ao cliente o direito sobre os fontes.
Esse é meu ponto de vista.
Nossa galera, estava lendo as respostas à pergunta e fiquei impressionado em como mudou o pensamento dos profissionais de programação (do meu ponto de vista, para melhor).
Dez anos atrás, lembro que valor era um assunto que sempre gerava muita discussão.
Sentia uma certa... insatisfação... por parte dos programadores mais experientes quando se deparavam com alguém cobrando valores mais baixos, sem sequer analisar o projeto em si e o potencial da região em que o noob se encontrava. Quando li o post, achei que vinha só porrada. Mas não, vi excelentes conselhos.
Gostei muito das respostas de vocês. Parabéns!
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Nossa galera, estava lendo as respostas à pergunta e fiquei impressionado em como mudou o pensamento dos profissionais de programação (do meu ponto de vista, para melhor).
Levo em conta, também, que a qualidade dos desenvolvedores, principalmente em PHP, tem aumentado.
Valor é, e sempre será, um assunto de ampla discussão. Muitos fatores devem ser considerados, até sazonalidade, a qual é um tanto baixa para o desenvolvimento de software, mas não é baixa para as empresas que necessitam do software.
Outros fatores que muitas vezes não são considerados:
- Localidade do desenvolvedor/software house (o contratado);
- Localidade do cliente;
- Distância entre cliente/empresa (é um fator, há clientes que prezam muito em software house próximas a ele, outros ignoram esse fato);
- Porte de ambas empresa (contratante/contratado);
Na maioria dos casos a concorrência é uma boa opção para "medir" um valor. Mas nem sempre a concorrência é o ideal. Lembro-me de quando eu era arte finalista, a empresa concorrente da qual eu trabalha possuía quase duas décadas (ou mais) de atividade (na época). A empresa que eu trabalhava possuía em torno de 3 anos. Os preços chegavam a quase três vezes a menos que o concorrente mantendo a qualidade de trabalho, tanto serviços como atendimento, igual ou superior. E o preço, segundo o administrador, e chefe, da empresa: "É o preço justo do serviço, não é caro, é o que realmente deve custar. Além de ser mais baixo que o concorrente :yay: ."
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que a qualidade dos desenvolvedores, principalmente em PHP, tem aumentado.
na minha região n vejo isso... o q tem de cara q fala q programa php e chega na hora do teste o cara n consegue fazer nada.... ou pior td as consultas q o cara faz tem like...
@Shini, não classifico isso como desenvolvedor. São os chamados "sobrinhos".
E região é sempre região, não tenho como negar, minha antiga cidade é dessas. Mas ai fica pela "cabeça" pequena do bom desenvolvedor. Eu, com 1 ano de experiência profissional, sabia que a minha região não me satisfaria em termos de qualidade. Então me mudei (com 20 anos), vim sozinho, com uma proposta de emprego. Hoje tenho 23 e não me arrependo em nenhum momento. A curva de crescimento foi exponencial. A busca por conhecimento é fundamental também. Ter a informação na cara e não quer tornar a informação em conhecimento, vem de cada um.
Além de quando eu me referi a desenvolvedores, também me refiro a comunidade PHP, o rumo que o PHP está tomando, a aceitação por padronizações. O processo começou a um tempo atrás em ritmo (de festa... :pinch: ) bem lento. Mas as coisas estão melhorando, programadores bons estão sendo valorizados e não como era antes onde todos eram ruins.
E isso tudo está sendo alcançado, exclusivamente, pelo empenho dos desenvolvedores. Se não fosse a comunidade (eu me refiro em desenvolvedores em geral) ter o pensamento de evoluir, não seríamos, comunidade PHP, o que somos hoje.
Já vi programadores falando:
Eu sou da ideia que o jeito que funciona está bom.
Esses mesmos desenvolvedores se redimindo e tempos depois me falam:
É melhor eu fazer do jeito certo e me empenhar para aprender mais.
E isso não é da boca pra fora. E isso era bem raro a 4/5 anos atrás (o que é um tempo relativamente pequeno). Hoje em dia, desenvolvedores ruins estão caindo por terra, e ficando para trás.
Esses dias, conheci um cara que tinha 8 anos de experiência com PHP+HTML e ainda não sabia montar um site em tableless por não querer aprender na época em que começou. O fim que ele tem, não para em nenhum emprego. Já os que se esforçam, são reconhecidos e as portas estão sempre abertas.
Entrando na onda do @Gabriel Heming.
Não tenho experiência profissional diga-se "carteira assinada" como programador, mas sim como Suporte de TI isso somando da quase 4 anos de Suporte hehehehe...
Depois do curso que fiz sobre "PHP Avançado" rsrsrs, posso dizer que conheço a linguagem PHP suficiêntemente para fazer um sistema funcional e de qualidade.
Comecei a "lidar" com o PHP/WEB em 2006, tempos em que se fazia fatias no layout para depois ser usandas em tabelas entre outras coisas.
E olha se o cara não for atrás fica pra trás. Hoje tem ainda cara que ganha grana, disse uma grana $$$, fazendo sites com tabelas, nem se quer sabe direito o que é CSS ou sabe da existência de Jquery....
Ae eu paro pra pensar, poxa to perdendo dinheiro, quero tanto por um negócio desse tipo, porém tenho renda fixa, salário garantido fim do mês como Suporte de TI. Ai fico só imaginando bah! e aqui na região tem apenas 2 empresas de desenvolvimento para Sistemas WEB.... :ermm:
Não sei se fico deprimido ou feliz hehehehehehe.... Um pouco com medo de arriscar também, pois não posso ter as duas coisas ou é um ou é outro.....
Agora que vi que tu é do RS, assim como eu. RS possui alguns polos bons para desenvolvimento, que são:
Não posso falar muito de outras regiões, essas são as que eu mais conheço.
Conheci desenvolvedores que vieram da Itália para vir trabalhar em Caxias. Mas muito deles são de baixo nível(programação é claro) para automação de empresas de metal mecânico. Desenvolvedores PHP estão "bem" distribuídos pelo estado.
Isso ai Gabriel, "eu sou do Sul é só olhar pra ver que eu sou do sul!" e Tricolor também hehehe..
Eu vou me formar antes na facul, mais uns 2 anos e depois quem sabe eu passe pra área de Desenvolvimento, eu gosto dessa área, pois você consegue ver resultado naquilo que você fez, Suporte de TI também, só que não tanto quanto Desenvolvimento. Você ver usuários usando seu sistema é muito bom e motiva ainda mais o trabalho na área.
Valeu
Olha, vou deixar minha opinião aqui...
Eu acho que o profissional de TI brasileiro é muito desvalorizado, num panorama geral.
Atualmente estou fazendo intercâmbio na Espanha, em uma das top 5 faculdades de informática do país, e pude constatar o seguinte: em termos de conhecimento, alunos de cursos de TI do Brasil sabem MUITO mais que os alunos daqui.
Acho que por aqui falta base para os alunos. Tem muita prática, mas pouca teoria que a embase. O resultado são aplicações extremamente "porcas"... Em uma disciplina aqui, o aluno tem que aprender Python e GTK em 1 semana pra entregar um trabalho, na outra, já tem que aprender Android e pra semana seguinte, interfaces web...
Para mim, que tenho uma excelente base vinda do Brasil, e que também não me limito à faculdade quando o assunto é desenvolvimento de software, até que não foi tão complexo. Entretanto, não posso dizer que aprendi Python em 2 semanas, é simplesmente impossível...
Em uma disciplina do 2º ano aqui, mandam os pobres coitados que mal sabem programar direito fazer teste unitário usando JUnit. Muleque (muleque mesmo, 18 anos) de segundo ano não tem maturidade em termos de programação pra ter que se preocupar com teste unitário. Fui na aula prática um dia, o professor explicou mais ou menos como usar o Netbeans e mandou os caras fazerem uma lista de exercícios, com 1 mês de prazo... Nada muito complicado, apesar de que bolar testes não é a tarefa mais fácil, dependendo do caso.
Beleza, um dos alunos, que estava do meu lado, abriu os slides de aula que foram disponibilizados e parou, sabe-se lá porque, em um slide com um print do prompt do windows ensinando a compilar e executar um programa Java a partir dele. Ele ficou encarando o slide por uns 5 minutos, imóvel, com cara de "pqp, que que é pra fazer?". Eu não aguentei, falei pra ele ignorar aquilo, abrir o Netbeans, programar, depois apertar o botão pra executar.
O primeiro exercício era extremamente simples, mesmo pra quem nunca viu Java na vida, visto que havia um bom material de apoio. Era uma classe de "utilidades" para string, que tinha que contar o número de caracteres de uma string, contar quantas vezes uma determinada letra aparecia numa string e contar quantas vogais existiam numa string. O cara NÃO SABIA COMEÇAR o exercício. Acabei meio que fazendo pra ele... Depois que eu olhei em volta, estavam todos igualmente perdidos e me olhando com cara de "quem é esse cara??? Como ele sabe fazer isso???".
Ainda assim, o cara normal formado aqui ganha em média € 1000 mensais (se arruma emprego, porque a crise tá braba!), o que dá aproximadamente R$ 2600. O programador pra ganhar isso no Brasil precisa aí de uns 5 anos de carreira em muitos lugares. No restante da Europa, ganha-se no mínimo o dobro ou triplo disso.
Lembrando ainda do fato de que no Brasil sobram vagas de TI em diversos setores, pela lei da oferta e procura, teoricamente os salários deveriam subir, mas desde que comecei a pesquisar sobre isso, o salário médio teve uma alta tão ínfima, que nem se quer supera a inflação.
@Henrique Barcelos me fez lembrar de duas "filosofias", falarei assim, de faculdade/universidade que eu conheci. Uma é do ITA (se não me engano, não me lembro exatamente qual era, faz alguns anos que me falaram, se alguém souber, me avise) e outra e das demais instituições de ensino superior (3º Grau/graduação) do Brasil. Eu sou suspeito para falar, pois trabalhei em duas instituições e estudei em outras duas.
Filosofia das demais faculdades:
Ajude o aluno a ser aprovado.
Filosofia desta instituição (a grosso modo):
Faça o aluno ser reprovado.
Não é bem ser reprovado, explicarei melhor para que entendam. Isso foi colocado para mim através de um professor. Na real, o que eles fazem é focar que quem deve aprender é o aluno, depois do curso ele deve ser auto-suficiente em pesquisas, e todo o foco do curso, a grosso modo, é aprender a pesquisar. Eu não posso dizer com certeza que é o ITA, mas acho que é. Eu ouvi de um professor quando foi lecionar apenas uma aula na instituição. Segundo ele, quando foi substituir um professor, foi no dia de um trabalho/exame. O coordenador passou para ele: "Os alunos não aprenderam todo o conteúdo, do trabalho, em aula e você não deve explicar nada sobre o conteúdo, apenas entregue a tarefa e deixem que eles pesquisem como desenvolver. Eles possuem acesso a qualquer material para isso e tem 4 horas.". O professor foi nada mais que um fiscal de vestibular.
Segundo esse professor, era um teste de programação, muito f$&%*&. E que nenhum aluno deixou de fazer. Isso explica porque lá só os melhores são aceitos.
Mas ai vem o "outro lado" da moeda. O Brasil está em falta de profissionais na TI. Então saem muitos cursos tecnólogos (focados para colocar profissionais no mercado), alguns excelentes, outros ensinando mal e porcamente. Eu vim de um curso bacharelado com toda a base teórica para terminar o curso como tecnólogo (questão de emprego mesmo). Eu sabia a teoria, os meus colegas não. Agora na finaleira do curso, há alunos me perguntando quanto eu cobro pra fazer o TCC por eles, que não sabem programar nada. Ai me digam, o que esses "Profissionais de TI" vão agregar no mercado?
Sei que a realidade atual é trabalhar para estudar. Mas deveria ser o contrário, do jeito que já foi. Hoje eu posso o conhecimento, e reconhecimento (profissionalmente/localmente é claro), pois sempre fui atrás do que eu precisava, pesquisei, passei noites sem dormir, li livros, fiquei sem dinheiro por comprar livros necessários(quem foi atrás de livros conceituados, sabe que não é barato), faço testes, criei minhas pesquisas sobre assuntos novos. Possuo meu diretório root (do server) dentro do meu Dropbox. Seja no serviço, em casa, durante uma viagem, eu possuo acesso as minhas "linhas de pesquisas". E assim vai. Logo, não será mais o mercado atrás do profissional, e sim o profissional atrás do mercado. Caso esse que já acontece na Europa.
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O Brasil está em falta de profissionais na TI.
isso aqui so existe pra midia, revistas da editora abril, consultorias etc...
Também, esqueci de mencionar, que ensinar a pesquisar é uma das filosofias aqui do Fórum iMasters. Se vocês forem ver a capacidades dos atuais programadores, 90% não sabem usar a busca. E ainda ficam "emburradinhos" quando falamos sobre isso.
isso aqui so existe pra midia, revistas da editora abril, consultorias etc...
Na minha cidade, falta muito profissional. Seguidamente pessoas me perguntam sobre profissionais para determinadas vagas. O que muito acontece é uma empresa "roubando" desenvolvedores de outra por não existir quem atenda os requisitos da função, logo é falta de profissionais. O resto são apenas "sobrinhos".
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Na minha cidade, falta muito profissional. Seguidamente pessoas me perguntam sobre profissionais para determinadas vagas. O que muito acontece é uma empresa "roubando" desenvolvedores de outra por não existir quem atenda os requisitos da função, logo é falta de profissionais. O resto são apenas "sobrinhos".
profissional de q tipo? parece ser algo bem especifico.
Gabriel, esse tipo de filosofia é aplicado em várias instituições brasileiras, não só no ITA. Talvez lá seja mais evidente e mais abrangente pela origem militar e pelo histórico de excelência, mas algumas universidades hoje em dia não deixam em nada a desejar em relação a esse instituto.
Claro que sempre vai ter aquele professor que dá uma ajudinha aqui, outra ali, mas, no meu caso, foram raros... Na maior parte do tempo, você tem que se virar mesmo, igual é feito aqui. A diferença é que no Brasil você passa 3 anos (insuportáveis) onde é só teoria, até a programação é "teórica". Você começa com álgebra e lógica booleana, algoritmos, passa por programação, circuitos digitais, arquitetura de computadores, estruturas de dados (listas, árvores, etc), organização e recuperação da informação (hashes, índices, etc), fora toda a parte de matemática e física que acompanha tudo isso (no meu caso, que é engenharia, pesa um pouco mais)... Só no 4º ano começa a ficar "legal", você começa a ver aquilo pelo qual você resolveu fazer o curso.
Querendo ou não, isso tudo faz diferença... Você entende muito melhor ponteiros em C quando estuda Assembly, você entende muito melhor como funciona a programação depois que conhece os diferentes paradigmas existentes (lógico, funcional, imperativo, declarativo, orientado a aspectos, etc, etc, etc...). Não tem fórmula mágica, você tem que sofrer pra aprender.
Aí, já trabalhando, vem o infeliz solicitar uma mudança em uma aplicação, você pede um prazo e o cara fala:
Mas por que tanto tempo??? Não é só adicionar um botão...
Claro que esse tipo de coisa acontece em toda profissão (pacientes querendo saber mais que o médico, por exemplo), mas na área de TI chega a níveis absurdos. As pessoas não sabem nada do assunto, não tem a vontade de aprender e acha que somos mágicos, que o computador simplesmente adivinha o que é para ser feito.
Esse tipo de coisa é extremamente frustrante e faz você pensar:
Sério que eu sofri 4, 5 anos (ou até mais, dependendo do seu caso =P) pra isso...
Mas no fim de tudo, a gente continua nessa vida, porque é o que a gente gosta... ehuehueh...
E já estamos nos desviando do assunto do tópico... :upset:
Programadores de baixo até alto nível. A maior falta atualmente é C#, pelo menos é o que mais me perguntam, até cogitei a mudar pra C#, o salário é bem atrativo, mas eu teria uma curva (pra baixo) em questão de salário/aprendizado. Mas como eu já mencionei antes. Tem gente vindo da Itália para morar aqui e trabalhar com programação baixo nível. Polo metal-mecânico do RS é aqui. Mas volta e meia pedem sobre Java, PL/SQL Oracle (colocarei assim pois tem mais coisa no meio além de PL/SQL), Postgres, Foxpro. Apesar de eu ser nulo em baixo nível, volta e meia me perguntam sobre programadores em C ou tecnologias similares.
Infelizmente, estamos nos desviando mesmo, apesar de não ser algo "inútil" em todo o caso. Deveria existir aqui no fórum as filosofias de um bom programador e o primeiro ítem:
1º - Aprenda a utilizar o Google
Rtfm!
Me intrometendo no tópico.
Gostei bastante do conteúdo abordado nessa discussão. E gostei mais ainda de saber sobre o salário de programadores na Europa. =)
Eu sou de São Paulo, por aqui tem muitas e muitas empresas para se trabalhar com desenvolvimento.
O unico problema é: Salário!
Estudo PHP desde 2007, não gosto mesmo de utilizar o windows por vários motivos (vários deles irracionais, eu sei rs).
Eu tive muita sorte no meu início de carreira. Entrei na faculdade, consegui meu primeiro emprego logo após 2 meses de curso, e um emprego fixo, não estágio nem nada. Depois dos 3 meses de experiencia mudei para a agência que um colega de faculdade trabalhava. Salario foi menor, mas o aprendizado foi excelente. Tive contatos com diversos tipos de clientes (desde o "Nossa, isso aqui vai mudar a minha vida", até o "Puts! TUDO ISSO?").
Tive que parar a faculdade por motivos pessoais e financeiros, continuei trabalhando e progredindo com meus estudos. Sempre fui autodidata e sempre consegui o que queria aprender pesquisando.
Pela minha passagem em algumas instituições percebi que:
Algumas estão desatualizadas em relação a tecnologias utilizadas no mercado de trabalho;
Não oferecem o minimo de ensino de qualidade em prática de programação;
Teoria muito fraca;
Respostas de mão beijada (um professor deu nota 10 para toda a sala, vê se pode?).
Dentre outras.
Nessa empresa que estou agora (o salario também não condiz, mas estamos acostumados né? Rs.) estou limpando a m#### que o antigo funcionário fez, e só tem eu aqui na área de web. Esta praticamente tudo cagado. E era um profissional bem mais velho (tenho apenas 22 anos), vindo de grandes empresas, quando eu vi o que tinha aqui fiquei horrorizado. Tenho muito trabalho fazer aqui (ainda bem).
No Brasil (pelo menos o que eu pude perceber) faltam muitos profissionais dedicados a pesquisar e aprender por si só, estão querendo que as outras pessoas sempre deem tudo do jeito que eles precisam.
Como já comentado, também pensei em ir para o C#, salário realmente bem atrativo. Mas não quero ter essa curva salarial novamente. Estou fazendo alguns projetos pessoais a fins de estudos, estou até gostando. mas quem sabe o que o futuro nos reserva.
Sobre programadores em outros países, tenho contato com alguns desenvolvedores da minha empresa em filiais de outros países, sinto falta de vontade de fazer um serviço com qualidade. Fecham chamado sem desenvolver o necessário, não fazem validação e ainda recebem o titulo de Sênior. Será que, além do café, o Brasil pode ser um grande exportador de desenvolvedores?
Abraços!
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Brasil pode ser um grande exportador de desenvolvedores?
hoje não, pq poucos sabem falar inglês fluente dai uns 15,20 anos talvez. O principal rival é a india por ter o custo da mão de obra mais barato além da maioria q fala ingles, quanto ao salarios deles n posso dizer se é bom.
acredito q qto mais terceirizado pior é o salario.
Quem fará a manutenção do produto? Você ou o próprio cliente?