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Tem hora que uma mudança técnica não parece tão grande assim.
Aí ela entra no fluxo real de um time e muda a conversa inteira.
No caso de next.js, o ponto não é só se a ideia é boa. A pergunta melhor é outra: o que fica mais difícil de manter quando todo mundo começa a usar isso como atalho?
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A parte sedutora é sempre a mesma: mais velocidade, menos atrito, uma sensação de que o time finalmente saiu do lugar.
Só que velocidade sem critério costuma cobrar juros.
Às vezes aparece no review. Às vezes no suporte. Às vezes seis meses depois, quando ninguém lembra por que aquela decisão foi tomada.
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Eu não começaria perguntando se a ferramenta é boa.
Perguntaria onde ela quebra.
Quem revisa? Quem opera? O que acontece quando o resultado parece certo, mas está só bem escrito? E quanto tempo o time leva para voltar atrás se perceber que comprou uma complexidade nova?
Essa é a parte menos bonita da discussão. E provavelmente a mais útil.
Mais do que novidade, vale observar o que deixa uma ideia facil de testar, citar, explicar e manter quando ela sai da apresentacao e entra na rotina.
Eu levaria isso como um lembrete simples: antes de comprar velocidade, olha quem segura a manutenção depois.
Já passei por algo parecido. No papel React/Next parecia simples. na prática pesou em ownership.
Quem fica responsável por DevOps quando o primeiro dev que puxou isso sair do projeto?
O detalhe que pouca gente coloca na conta é observabilidade. Dá para animar com React/Next, mas alguém vai ter que sustentar isso no dia a dia.
Isso mexe em processo, revisão e comunicação entre gente que nem sempre está no mesmo contexto.
Pra mim isso depende muito de quem vai cuidar quando sair do post e virar rotina do time.
duvido!