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Gravar CDs não é crime, diz associação
Segunda-feira, 22 agosto de 2005 - 16:28
IDG Now!
Gravar CDs de músicas não é crime. Esta foi a declaração de Gary Shapiro, presidente da Associação de Eletrônicos de Consumo - Consumer Electronics Association (CEA) - dos Estados Unidos, ao saber que a indústria fonográfica estudava ações contra usuários que gravavam CDs virgens.
"Lá vão eles de novo. Não me surpreendem as recentes notícias de que a indústria fonográfica agora considera as gravações casuais e não-comerciais de CDs uma ameaça que deve ser detida", declarou Shapiro.
O presidente da CEA admitiu que a indústria fonográfica estaria ameaçando consumidores que gravam e emprestam CDs, mesmo sabendo que esta é uma prática legal.
"O fato é que criar um CD de backup ou mixá-lo para uso pessoal não representa infração de direitos autorais e os norte-americanos que gostam de gravar CDs para uso próprio não estão contra a lei. Os consumidores têm o direito de fazer cópias e de transferir suas músicas, filmes e outros materiais adquiridos legalmente para outros dispotivivos [como players portáveis]", ressaltou o presidente da CEA.
O executivo ainda atacou as gravadoras dos Estados Unidos, afirmando que a indústria escolheu "alienar seus clientes limitando a gravação de CDs e os tornando incompatíveis com tocadores como iPods e outros produtos."
Como resultado desta prática, Shapiro afirma que as gravadoras agora têm a obrigação de identificar adequadamente seus produtos informando, por exemplo, se um CD pode atender ou não às expectativas do consumidor.
A CEA prevê que as vendas de MP3 players cresçam mais de 45% este ano, e que as vendas de músicas online continuem em alta. "É irônico que a indústria fonográfica continue a chorar mágoas quando existem tantas oportunidades de ampliar sua tecnologia para o crescimento futuro", concluiu o executivo.
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