Nem a MS entende o Windows', diz especialista
Nem a MS entende o Windows', diz especialista
Sexta-feira, 26 agosto de 2005 - 08:06
Luís Fernando Tinoco - PC WORLD
O fundador e presidente da Barracuda Networks, o norte-americano Dean Drako, traçou um panorama preocupante sobre a ameaça de ataques de spyware em ambientes particulares e corporativos.
Em visita a São Paulo para o lançamento de uma solução de hardware e software de segurança para médias e grandes empresas, o executivo afirmou que os criadores de programas espiões tornaram-se mais profissionais e que firewalls comuns barram apenas 10% das ameaças.
Segundo ele, os pontos de vulnerabilidade do Windows fugiram ao controle da própria Microsoft.
"O Windows se tornou uma coisa tão complicada que nem a Microsoft o entende mais", disse Drako, nesta quinta-feira, acrescentando que o sistema operacional está muito mais exposto a invasões tanto por sua vulnerabilidade de arquitetura quanto pelo tamanho gigantesco de sua base de usuários no mundo.
Para o executivo, que também é pesquisador em segurança e foi um dos precursores no combate a spywares, não há proteção suficiente em soluções baseadas apenas em software, nem em firewalls comuns.
Tal situação o levou a lançar no mercado o Barracuda Spyware Firewall, appliance de rede destinado a filtrar o tráfego de internet de uma empresa e barrar toda comunicação não solicitada pelo usuário.
"Nossa definição de spyware é simples: bloqueamos tudo o que se comunica com a internet sem a percepção ou o consentimento do usuário. Firewalls comuns não oferecem isso. Alguns protegem 10%, mas não 100% como o nosso", afirmou Drako.
A solução da Barracuda, lançada agora no Brasil com distribuição da CLM Software, é destinada a médias e grandes empresas, custa a partir de US$ 4,5 mil e não utiliza licenciamento por número de usuários, mas por appliance instalado.
A Barracuda, que já tem soluções específicas para análise de e-mail e filtragem de spams, trabalha em um produto para vigiar também as ameaças disseminadas por instant messaging, mas não pretende, pelo menos por enquanto, atender o usuário doméstico e microempresas.
Segundo Drako, como a luta contra ladrões de bancos, que já dura mais de 100 anos, combater as ameaças eletrônicas será uma guerra provavelmente para sempre.
"Os ataques estão mais sofisticados e organizados a cada dia. Não são mais só garotos de 17 ou 18 anos brincando com vírus. Há uma indústria e um mercado negro por trás disso. Você pode comprar números de cartão de crédito pela internet, a 10 centavos de dólar cada um. Por isso temos que nos armar e nos proteger."
Fonte - http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/Segura...nnelID=21080105
Discussão (2)
Carregando comentários...