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25/09/2005 - 08h40
Estúdios e gravadoras dos EUA fiscalizarão pirataria na Internet2
JULIANO BARRETO
da Folha de S.Paulo
O consórcio que desenvolve os padrões usados pela Internet2 (www.internet2.edu), rede de altíssima velocidade que conecta universidades e instituições de pesquisa, aceitou dois membros que pretendem garantir um futuro sem trocas ilegais de arquivos: a Recording Industry Association of America e a Motion Picture Association of America.
Representando as indústrias musical e cinematográfica dos EUA, as duas associações já processaram milhares de usuários da internet comum e não esconderam suas metas como membros do consórcio da Internet2.
No anúncio oficial da Riaa, o presidente da associação, Cary Sherman, afirmou que "as novas tecnologias permitirão produzir e distribuir conteúdo digital para a nova geração de maneiras que sempre vão proteger e exaltar o valor do trabalho criativo".
O tom do discurso do presidente da MPAA, Dan Glickman, foi bastante parecido. "A associação vê essa parceria com a Internet2 como uma importante oportunidade de colaboração para unir os novos modelos de divulgação com a proteção de conteúdo".
Mesmo sendo restrita a instituições de ensino e pesquisa, a Internet2 já resultou em dores de cabeça para os defensores dos direitos autorais. Em abril deste ano, a Riaa processou 405 estudantes de 18 universidades e enviou advertências para mais 140 instituições de ensino dos Estados Unidos.
Todos usavam as conexões da rede experimental para baixar músicas e filmes. A rede alternativa alcança conexões com velocidade suficiente para baixar uma cópia de um filme completo com boa qualidade em apenas 30 segundos. Em uma conexão de banda larga convencional, essa tarefa leva, pelo menos, cerca de 50 minutos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informa...124u19023.shtml
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