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Panfletos colocados nos parabrisas de carros estacionados em Grand Forks, Dacota do Norte, nos EUA, traziam um endereço web que, uma vez acessado, leva o internauta para uma praga digital. A informação foi divulgada por Lenny Zeltser do Internet Storm Center (ISC), um grupo mantido pelo Instituto SANS que monitora a atividade maliciosa na rede.
O texto da notificação deixada nos carros dizia: “VIOLAÇÃO DE ESTACIONAMENTO: Este veículo está violando a regulamentação padrão de estacionamento. Para ver fotos com informações sobre suas preferências de estacionamento, veja [endereço malicioso]”.
Segundo Zeltser, o site mencionado na “multa” traz fotos de carros estacionados no local onde foi deixada. As placas, porém, foram removidas da imagem pelos próprios criminosos.
Para permitir que o usuário veja “mais fotos”, a página exige que o usuário instale uma “barra de ferramentas” de “pesquisa por fotos”. Uma vez instalada, porém, a “barra” apenas baixa um cavalo de troia para o sistema. Esse arquivo malicioso, por sua vez, irá esperar alguns momentos para então tentar convencer o internauta a baixar um antivírus fraudulento conhecido como “Antivirus 360”.
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Site traz fotos do estacionamento onde panfletos foram deixados e recomenda o download de uma suposta PictureSearch Toolbar. (Foto: Lenny Zeltser (SANS ISC)/Creative Commons BY-NC)
O golpe impressiona pela tática de engenharia social, como é chamada a “arte” de enganar as pessoas. O site malicioso é “ligado” com o local onde os panfletos foram deixados, dando mais credibilidade à página e reduzindo as suspeitas dos usuários. Isso também significa que os panfletos precisam ser feitos especialmente para cada local em que forem deixados.
A campanha provavelmente foi realizada por algum afiliado do software anunciado. Geralmente os antivírus fraudulentos possuem esquemas de parceria, em que uma comissão é repassada a quem referiu o comprador ao programa. Na maioria dos casos, brechas de segurança e outros meios já conhecidos são utilizados para disseminar uma praga digital que irá divulgar o software de segurança malicioso -- sempre em nome de algum afiliado.
Cada afiliado está livre para tentar divulgar o software da maneira que quiser. É a primeira vez que se tem notícia de um caso em que o “mundo real” foi envolvido na divulgação do antivírus falso, no entanto.
Fonte: G1
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