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Japão envia humanos em vez de robôs para consertar reator nuclear
País cria máquinas para diversas funções como tocar violino e correr.
Terremoto de magnitude 9 afetou usinas nucleares do Japão.
Do G1, com informações da Reuters
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Japão cria robôs para diversas funções, como correr maratona (foto), mas não enviou nenhuma máquina para consertar o reator nuclear (Foto: AP)
O Japão pode criar robôs para tocar instrumentos musicais como violino, para correr maratonas, limpar a casa e realizar casamentos, mas os cientistas do país ainda não desenvolveram uma máquina capaz de consertar reatores nucleares com problemas.
O terremoto de magnitude 9 seguido de um forte tsunami que atingiu o país na sexta-feira (11) atingiu os reatores de usinas nucleares, liberando níveis altos de radiação. O governo japonês estabeleceu um perímetro de segurança em um raio de 20 km para evitar contaminação dos moradores que vivem na região da usina.
Entretanto, robôs são itens comuns na indústria nuclear europeia, onde os engenheiros desenvolveram uma máquina capaz de escalar paredes dos reatores nucleares. Mas a companhia Tokyo Electric Power (TEPCO), que administra a usina de Fukushima, ainda não enviou nenhum robô para tentar conter a emergência nuclear do local.
Em vez disso, a empresa enviou um time para a perigosa tarefa de tentar resfriar os reatores e esvaziar o combustível nuclear por conta própria, expondo altos níveis de radiação em seres humanos.
A usina de Fukushina foi construída na década de 1970, antes do desenvolvimento de robôs que pudessem realizar tarefas sofisticadas. Atualmente, as máquinas estão presentes em diversas usinas nucleares com objetivo de monitorar encanamentos e de serviços simples de manutenção.
Um representante do Instituto de Pesquisa de Energia Atômica da Coreia do Sul disse que cortes no orçamento e a negação de que acidentes podem acontecer retiraram as máquinas de muitas usinas nucleares do país e do mundo. "Operadores das usinas nucleares não gostam de imaginar que situações de risco podem ir além do controle humano", disse à Reuters.
Fonte: G1
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