WikiLeaks interrompe publicação de arquivos secretos
Por problemas financeiros, WikiLeaks interrompe publicação de arquivos secretos
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LONDRES - O WikiLeaks anunciou nesta segunda-feira que, por problemas financeiros, a divulgação de documentos secretos está suspensa. Segundo o fundador Julian Assange, a situação da organização é tão séria que pode levar a um fechamento ainda este ano.
Desde que começou a divulgar os 250 mil documentos secretos filtrados do Departamento de Estado americano, o WikiLeaks enfrenta restrições de entidades financeiras como Visa, MasterCard, Western Union e PayPal. As medidas, explica Assange, praticamente cortaram toda a receita da organização.
"Se o WikiLeaks não encontrar uma forma de superar esse bloqueio, nós simplesmente não poderemos continuar na virada do ano", afirmou Assange em comunicado. Por isso, continua a nota, o WikiLeaks precisa "levantar dinheiro agressivamente para lutar contra o bloqueio".
O WikiLeaks há meses dá sinais de que enfrenta problemas financeiros. Recentemente, Assange chegou a dizer que, por falta de dinheiro, não contrataria um advogado para resolver a disputa com uma editora sobre uma polêmica biografia não autorizada.
Segundo Assange, por conta das sanções financeiras, as doações ao WikiLeaks passaram dos cerca de 100 mil euros mensais de 2010 para entre 6 e 7 mil anos este ano. A organização precisaria de 3,5 milhões de euros nos próximos 12 meses para sobreviver.
"O próprio governo americano considerou que não havia bases legais para impor um bloqueio financeiro aos EUA. Mas o bloqueio de companhias financeiras americanas politizadas continua de qualquer forma", afirma o comunicado.
A última grande divulgação de documentos pelo WikiLeaks foi em setembro passado. Na ocasião, a organização irritou os veículos com que tinha acordo para a publicação ("Guardian", "New York Times", "El País", "Der Spiegel" e "Le Monde") ao tornar públicos de uma só vez 251 mil arquivos secretos.
Assange, que está no Reino Unido, vive sob pressão em Europa e Estados Unidos. A decisão sobre uma extradição para a Suécia, sua terra natal e onde é acusado de crimes sexuais, deve ser anunciada nas próximas semanas.
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