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Kodak pede concordata em Nova York
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RIO - A centenária fotográfica Eastman Kodak apresentou pedido recuperação judicial nesta quinta-feira, para o Tribunal de Nova York, com o objetivo de reestruturar seus negócios.
A empresa divulgou em seus prório site, dizendo “ A companhia e suas subsidiárias nos EUA entram com pedido voluntário de 'proteção' ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos”.
A Kodak recorreu à concordata depois de não conseguir levantar recursos para a sua recuperação financeira de longo prazo. Com o pedido, a empresa pretende reforçar a liquidez, valorizar a propriedade intelectual, resolver a atual situação de passivos e se concentrar nos ramos de negócios mais competitivos.
A empresa disse que obteve US$ 950 milhões em financiamento do Citigroup e que continuará a operar seus negócios.
Centenária luta para sobreviver à era digital
Pioneira de processos fotográficos, a Kodak foi fundada em 1888, em Rochester (Nova York) e há anos luta para se manter no mercado e sobreviver à crescente concorrência com a tecnologia digital.
A Kodak pediu concordata por não ter conseguido levantar capital para financiar uma recuperação financeira de longo prazo. Com o pedido, a empresa pretende reforçar a liquidez nos Estados Unidos e no exterior, rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, solucionar a situação dos passivos e concentrar-se nos negócios mais competitivos.
Porém, sua cartada final - uma tentativa de se transformar em uma empresa que vende impressoras - revelou-se insustentável em meio às vendas em declínio do filme fotográfico e às caras obrigações pagas aos funcionários aposentados.
O pedido de concordata reverte o bom desempenho do presidente executivo que assumiu o cargo de executivo-chefe da companhia em 2005, depois de trabalhar por 25 anos na Hewlett-Packard Co., ajudando a contabilizar mais de US$ 7 bilhões em valor de mercado para a HP. Na Kodak, porém, não conseguiu repetir o feito.
A estratégia utilizada por Perez para tentar levantar o setor de impressoras da empresa levanta dúvidas sobre o destino dos cerca de 19.000 funcionários da companhia, além de representar riscos para os aposentados da Kodak, dando margens à possibilidade de a empresa tentar fugir de suas obrigações sobre as pensões e a assistência médica dos trabalhadores perante o Tribunal.
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Devia até estar em notícias, mas acho que aqui
fica melhor.
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