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Tem hora que uma mudança técnica não parece tão grande assim.
Aí ela entra no fluxo real de um time e muda a conversa inteira.
No caso de machine learning, o ponto não é só se a ideia é boa. A pergunta melhor é outra: o que fica mais difícil de manter quando todo mundo começa a usar isso como atalho?
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A parte sedutora é se mpre a mesma: mais velocidade, menos atrito, uma sensação de que o time finalmente saiu do lugar.
Só que velocidade sem critério costuma cobrar juros.
Às vezes aparece no review. Às vezes no suporte. Às vezes seis meses depois, quando ninguém lembra por que aquela decisão foi tomada.
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Eu não começaria perguntando se a ferramenta é boa.
Perguntaria onde ela quebra.
Quem revisa? Quem opera? O que acontece quando o resultado parece certo, mas está só bem escrito? E quanto tempo o time leva para voltar atrás se perceber que comprou uma complexidade nova?
Essa é a parte menos bonita da discussão. E provavelmente a mais útil.
Mais do que novidade, vale observar o que deixa uma ideia facil de testar, citar, explicar e manter quando ela sai da apresentacao e entra na rotina.
Eu levaria isso como um lembrete simples: antes de comprar velocidade, olha quem segura a manutenção depois.
foi caraaaaai.
Entendo a empolgação com IA, mas eu olharia primeiro para observabilidade. Se isso não fica claro, a novidade só troca um gargalo por outro.
Tem vallor, só não compraria como regra geral. Precisa ficar claro quem opera, quem revisa e o que acontece quando falha.
vc resolve uma ponta e ganha outra dívida se não medir