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No mundo de devops, integrar testes de carga de forma contínua no pipeline é uma prática que tem ganhado força, especialmente em empresas que querem evitar surpresas na produção. Slack tem avançado nesse sentido ao tornar o teste de carga uma preocupação de todos os engenheiros, não só da equipe de performance.
A estratégia deles é mover de uma abordagem reativa para uma integração mais assertiva e rotineira. Assim, qualquer mudança no código passa por uma validação de carga automática, o que ajuda a identificar gargalos antes de escalar para o ambiente de produção.
Pode parecer simples, mas esse movimento exige uma infraestrutura bem pensada, com testes automatizados que não penalizem o ciclo de desenvolvimento, além de uma cultura que valorize a qualidade desde o início. Para quem trabalha com sistemas críticos ou com alta escalabilidade, essa prática é quase obrigatória, ajudando a reduzir riscos e custos de correções tardias. Sem esse critério, a solução pode parecer simples no começo e cara no suporte.
Na sua opinião, vale a pena investir na automatização desses testes de carga na sua equipe? Ou ainda é melhor deixar essa rotina para momentos específicos de release?
É, o segredo é ter um pipeline leve e eficiente.
Concordo, essa abordagem ajuda a evitar dores de cabeça na hora H. Mas cuidado pra não transformar o pipeline numa rotina de testes que aumenta o tempo de build demais. É preciso equilíbrio.
No meu time, a gente tenta fazer testes de carga só após um ciclo de mudanças mais relevantes. Automatizar tudo é ótimo, mas o custo de rodar esses testes em todas as CI/CDs pode ficar alto se não for bem gerenciado.